Numa adega, os números existem quase todos: as pesagens da vindima, os boletins do laboratório, as trasfegas no caderno da cave, as garrafas que saíram da linha. O que falta é quem os junte a tempo. A Exatamente é uma empresa portuguesa de dados e inteligência artificial que assume esse trabalho e entrega o resultado feito, a partir do que a adega já regista, sem trocar de programa nem comprar equipamento.

O trabalho que sai da mesa da adega

O registo de entradas e saídas em dia. A lei europeia pede as entradas no registo até ao dia útil seguinte e as perdas e saídas até ao terceiro. Na vindima e no engarrafamento, quando há mais movimentos, é quando há menos tempo para os passar a limpo. Passamos a tratar disso a partir do que já acontece na cave: cada trasfega, lotação e adição fica registada com o volume, a data e o lote, e as perdas ficam medidas antes de chegarem ao balanço anual. Os prazos do registo →

O balanço de vindima e a declaração feitos a tempo. Desde 2026, a declaração de colheita e produção entrega-se até 31 de outubro, um mês mais cedo. Com os números de cada lote já juntos, a declaração é uma consulta e sobra tempo para perceber onde o rendimento ficou abaixo do esperado, parcela a parcela. O balanço de vindima →

A receção da uva ligada ao pagamento. Cada carga fica registada no momento com sócio ou fornecedor, parcela, peso, leitura do refratómetro, temperatura da amostra e sanidade. O pagamento por grau sai desse registo, e qualquer contestação tem os dados daquela carga para responder. O pagamento da uva por grau →

O custo real de cada lote e de cada garrafa. A conta de cabeça faz-se com o rendimento de referência e sai quase sempre mais barata. Juntamos o que entrou em cada lote, das pesagens às matérias secas, e dividimos pelas garrafas que efetivamente saíram, com as perdas de cada etapa lá dentro. O custo real por garrafa →

As análises ligadas ao lote. O pH, o SO2 livre e total, a acidez volátil e os ensaios de colagem chegam em boletins soltos e servem para a correção desse dia. Ligados ao lote e ao tempo, mostram a que ritmo o SO2 se está a perder, que lotes estão perto do limite legal e quanto custou cada colagem em volume. O histórico de análises →

Partimos do que a adega já tem

Não pedimos que a adega mude a forma de trabalhar no primeiro dia. Começamos pelos registos que já existem, mesmo quando estão em papel ou espalhados por várias pessoas:

  • Boletins do laboratório, em PDF ou em papel
  • Cadernos da cave: trasfegas, atestos, adições
  • Pesagens e leituras da receção de uva
  • O SIVV e as declarações dos anos anteriores
  • O programa de faturação ou o ERP, e as folhas de Excel que o complementam
  • Registos de temperatura das cubas e do frio

A partir daí, o trabalho é nosso: ligar cada número ao lote a que pertence, conferir o que não bate e manter tudo em dia. A adega deixa de passar registos a limpo e passa a olhar só para o que precisa de uma decisão.

Como começa

  1. Conversa de 30 minutos. Que registos a adega mantém hoje, onde vivem, e que trabalho de papel mais pesa na vindima e no fim do ano.
  2. Visita à adega. Ver o circuito real, da receção à cave e da cave ao engarrafamento, e onde cada número é escrito, passado a limpo ou perdido.
  3. Relatório em 48 horas. O mapa dos registos da adega, o que está a falhar prazos ou a perder informação, e por onde começar, por ordem de impacto.
  4. Piloto. Uma tarefa concreta, por exemplo o registo das trasfegas ou a receção da vindima, com resultado medido. Só avançamos se fizer sentido para os dois lados.

O que não fazemos

Não vendemos um programa de gestão de adega nem licenças anuais. Não mexemos nas decisões de enologia. Não pedimos sensores antes de saber se os dados que já existem chegam. E não tratamos de candidaturas nem da contabilidade da adega.

Para ler antes da conversa

Escrevemos sobre os problemas de dados que encontramos nas adegas, com fontes oficiais e da investigação enológica:

Perguntas frequentes

Se ficar alguma pergunta por responder, falamos na conversa de 30 minutos.

Já temos um programa de gestão de adega. Isto substitui-o?
Não. Se o programa funciona, trabalhamos a partir do que ele já regista e do que fica fora dele: os boletins do laboratório, os cadernos da cave, as folhas de Excel. O objetivo é que os números se juntem sozinhos, não que a adega aprenda outro sistema.
Em plena vindima não temos tempo para projetos. Quando faz sentido começar?
A conversa e a visita podem acontecer a qualquer altura, e uma visita durante a vindima até mostra melhor onde está o trabalho. O piloto marca-se para quando a adega tiver disponibilidade. Tarefas como o registo da cave ou o custo por lote arrancam bem depois da vindima.
Temos de comprar equipamento ou sensores?
Não para começar. Trabalhamos com os dados que a adega já produz: pesagens, análises, cadernos, faturação. Só se fala em equipamento novo se o diagnóstico mostrar que falta um dado que não existe em lado nenhum.
Quem continua a decidir na adega?
O enólogo e a direção, como hoje. Nós assumimos o trabalho de juntar, conferir e registar os números. As decisões de enologia, de lotação e de preço continuam com quem as toma.
Trabalham com adegas cooperativas?
Sim. Nas cooperativas, a receção da uva, o pagamento aos sócios e o ficheiro de associados que a Portaria n.º 272/2026 passou a exigir são exatamente o tipo de trabalho que assumimos.
Quanto tempo demora a começar?
A conversa marca-se para esta ou para a próxima semana. Entre a visita e o relatório passam 48 horas. O prazo do piloto depende da tarefa escolhida e fica definido por escrito antes de arrancar.
PRÓXIMO PASSO

30 minutos para perceber onde a sua adega perde tempo com papel

Diga-nos que registos mantém hoje. Se fizer sentido, marcamos uma visita à adega.

Vista de cima de duas pessoas a conversar, uma com um tablet na mão, no corredor de um armazém industrial